Seis robôs contra a nossa demo: o que passou

Mandamos seis visitantes automatizados ao nosso próprio site de demonstração, de um script simples a um Chrome bem imitado. Três foram barrados, dois foram checados e um passou. Aqui está o porquê de cada um.

· 3 min de leitura

Principais achados

  • 3 de 6barrados no portão: dois robôs de buscador falsos e um crawler de IA.
  • 2 de 6mandados para uma checagem invisível em vez da página: os dois diziam ser Chrome.
  • 1 de 6passou: um script simples que pediu uma página e disse o que era.

O nosso site de demonstração, demo.qlyne.com, fica atrás do mesmo proxy que os clientes rodam nos próprios servidores. Em 18 de outubro de 2026 apontamos um script pequeno para a página inicial com seis disfarces diferentes, um pedido cada. É uma conferência, não um benchmark: seis pedidos, uma página, uma rodada. O que ela mostra é como cada camada do portão responde ao visitante para o qual foi feita.

Os seis visitantes

Perfil O que finge ser Resultado
Script simples Um cliente de linha de comando que diz isso no user agent passou
Googlebot falso Googlebot no nome, vindo de um endereço fora da rede do Google barrado
Bingbot falso Bingbot no nome, vindo de um endereço fora da rede da Microsoft barrado
Robô de IA Um crawler de IA (GPTBot) que se identifica barrado
Navegador automatizado Chrome no nome, sem os cabeçalhos que um Chrome de verdade manda checado
Imitação de Chrome Um Chrome recente com cabeçalhos coerentes, de um script que não roda JavaScript checado

Por que os buscadores falsos foram barrados

O user agent é uma afirmação que qualquer um digita. O Google e a Microsoft publicam as redes de onde os crawlers deles saem, então o portão confere o endereço de todo pedido que diz ser um deles. Os nossos diziam Googlebot e Bingbot e vinham de outro lugar, e essa divergência basta para barrar. Um Googlebot de verdade, vindo da rede do Google, passa.

Por que o crawler de IA foi barrado

A demo barra crawlers de treino de IA por categoria, um ajuste do painel. O GPTBot se identifica com honestidade, então este é o caso fácil: a regra bateu no nome. O caso difícil é o crawler que se passa por navegador, e é disso que tratam os dois perfis seguintes.

Por que dois foram checados em vez de barrados

Os dois diziam ser Chrome. O primeiro deixou de fora cabeçalhos que todo Chrome atual manda ao pedir uma página, um sinal forte de automação. O segundo mandou todos, de forma coerente. Nos dois casos o portão não tinha certeza bastante para barrar, então respondeu com uma checagem: uma pequena prova de trabalho que um navegador de verdade resolve em segundo plano sem o visitante perceber. Um script que não roda JavaScript para aí.

A imitação de Chrome é o perfil para ficar de olho. É o mais perto que um script simples chega de uma pessoa, e preferimos fazer uma pergunta a mandar embora, porque um bloqueio errado custa um cliente de verdade.

Por que o script simples passou

Ele pediu uma página, disse o que era e não fez mais nada. É assim que se parece um monitor de disponibilidade ou um leitor de feed, e barrá-lo quebraria ferramentas de que as pessoas dependem. Quando um script desses pede demais, rápido demais, é o limite de pedidos que o segura.

O que isto não mostra

Seis pedidos não medem precisão. Mostram que cada camada responde do jeito que foi desenhada: a conferência de rede para buscadores, a regra por categoria para crawlers de IA, as checagens de navegador para imitações e o limite de pedidos por trás de tudo. O tráfego real é mais bagunçado. Por isso todo site novo começa em Observar e mostra o que teria sido barrado antes de barrar qualquer coisa.

Como medimos

Um pedido GET à página inicial por perfil, de um endereço nosso, com um segundo e meio entre eles. Nada tocou páginas de login, armadilhas ou qualquer coisa que mude estado. O resultado é o que voltou: a página normal, a página de checagem ou um bloqueio. A mesma rodada alimenta o placar da nossa página inicial.

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